segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Poesia inacabada



Minha vida se tornou
Algo imenso e inacabado
Nada termina por completo
Nada conquisto até o fim

Medíocre
Em cima do muro
Não encontro a luz
Neste túnel pra lá de longo

Caminhos que não me levam
A destinos finais
Só atalhos e desvios
Rotinas sem iguais

Tentativas frustradas
Poesias inacabadas
Uma profissional não formada
E um amor pela metade


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Colecionadora de Amores Impossíveis



Sou assim
Desafio o impossível
Não quero o permitido
Vou atrás do proibido

Amei uma, duas, três
Enlouqueci mais de uma vez
E sempre a mesma história
Não te quero, vá embora!

Lágrimas derramei
Versos escrevi
Mas não sou o bastante
Para conquistar o que perdi

Que se dane!
Tento de novo
Tropeçando, caindo
Intensamente persistindo



domingo, 20 de novembro de 2011

Contramão



Não é fácil esquecer um amor
Sufocá-lo, destruí-lo
Ainda mais quando...
Como posso desistir?

Mas é preciso
O futuro indeciso não dá opções
É preciso levantar
Respirar fundo e enterrar

Todos os versos
Toda a ansiedade
Afinal não vale a pena
Na fria realidade

Tantas vezes passei por isso
Vamos tentar outra direção
No amor sem amor
Não se anda na contramão


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Por quê?



Na mão
Seguro meu telefone
Que insiste insone
Preciso ligar para você

Sai do meu pensamento
Sei que não pensa em mim
Vivo sem teu alento
Chamo seu nome ao vento

Perdi as palavras
Perdi meu romantismo
O mais profundo dos meus versos
Sumiu imerso

Você mexe comigo
Me iludo a cada tom de voz
A cada momento a sós
Me pergunto a cada dia
Por quê?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Inquietação



Coração acelerado
Mas que droga!
Como eu gostaria
Você... do meu lado

Me cobra, me chama
Insiste um pouco
Tudo o que mais queria
Ser indispensável

Necessária na sua cama
No seu dia, na sua vida
Um toque feminino
Em sua parede branca

Mas está longe
Estou distante
Da sua voz, do seu toque
Do seu mundo


domingo, 23 de outubro de 2011

Me domina



Tem o poder
De me causar arrepios
Mesmo à distância

Tem o poder
De me causar frio na barriga
Mesmo depois de tanto tempo

Tem o poder
De me hipnotizar
Quando me dirige a palavra

Tem o poder
Mas não me pertence
É livre
E amor jamais sente


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Paradoxos



Solidão que nada
Só uma ausência de mágoa
Desfrute de páginas
Poetiso minha madrugada

Anoiteço sem apreço
Delírio que não mereço
Um toque, um cheiro
Não, é só hoje, passa

Que confusão sombria
De uma noite vazia
Sem encontro, sem estadia
Solidão, melancolia

Não quero, mas como eu quero
Não devo mas sempre vou
Paradoxos delirantes
Solidão retirante






quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ainda



Meu corpo ainda
Sente o efeito
Do treino puxado
Entre a sala e o leito

Meus lábios ainda
Sentem o gosto
Do beijo mordido
Me ilude, bandido!

Minha pele ainda
Se sente aquecida
Seu abraço forte
Me leva logo ao norte!

Meu desejo ainda
Borbulha quente
Desvendar seu mistério
Corpo, alma e mente


Lua Nova



Que incrível abraço
Me envolveu por inteira
Alguns segundos
Me senti a mais protegida

Suas mãos deslizam
Em mim... suavemente
E eu me perdi
Que horas são, mesmo?

Vai logo embora
Antes que toda essa lua
Lua nova insegura
Desvie meu caminho

Meu eclipse de todo dia
Já não é hóspede
Mas ainda vou despejá-lo
E abrigar o seu abraço

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Espuma



Me despi
Entrei naquela banheira
Suave espuma
Em minha pele ardente

Mordi meus lábios
Fechei meus olhos
Senti seu perfume
Enlouquecedor

Senti seus passos
Sua voz imponente
Me bate, me morde, me prende
Mais uma noite

Abri os olhos
A garrafa ainda fechada
A luz acesa
E você não está aqui



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eu quero você



Eu caminho
Esperando
Pelo dia em que poderei dizer
Que você é o ar que eu respiro

Sentir sua falta
É o mais puro sinal
De que há nada nesse mundo
Que eu queira além... de você

Um desejo profundo
De ser única e favorita
De ser a que vale a pena
Sua melhor companhia

Me abraça mais uma vez
Se entregue a mim
Eu quero você
Agora


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tempestade



Em meio a tempestade
Um som me invade
Sua voz...

Como está o seu dia?
Quero ouvir seu desabafo
Ainda que não goste do meu abraço
Sua voz... me faz bem

Vamos esquecer os raios
Os ventos fortes lá fora
Entra no nosso mundo
Naquele que só nós conhecemos

Ah como é bom estar lá...



terça-feira, 13 de setembro de 2011

O melhor solo



Amor, toca aquela música
Com aqueles solos hipnotizantes
Canta bem baixinho ao meu ouvido
Só quero ouvir você e o seu violão

Amor, me faz esquecer meus problemas
Entrelace seus dedos em meus cabelos
Me beije como mordesse uma fruta
Me abrace como nunca

Amor, tira essa camisa
Deixa eu me aquecer em você
Deslizar minhas mãos em suas costas
Fazer a massagem que gosta

Amor, me dá mais uma taça
Acho que quero mais uma
Loucura que a gente sempre fez
Como se fosse a primeira vez


Cobras e Lagartos



Não tenho armaduras
Não tenho armas
Não faço mal a ninguém
E por que o mal me persegue?

É difícil ser sempre positiva
É difícil ser sempre querida
Nem todos me querem bem
Mas ser feliz, que mal tem?

Tenho planos, expectativas
Mas tem sempre alguém
Partindo meus sonhos
Colocando pedras no caminho

Não irei tropeçar
Meu valor é mais forte
Que esses sentimentos
Desapareçam
Como areia ao vento


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não adormeço



Ninguém explica
Um êxtase sem razão
Me encanta e me aproximo
Estou perdendo o medo

Aperta minha cintura
Minha doce loucura
Proibido, clandestino
Me faz tão bem

Alguns minutos
Em que você é meu
O mundo para de girar
As horas passam devagar

Não adormeço
Aproveitando seu abraço
Desejando ser eterno
Cada segundo ao seu lado


sábado, 3 de setembro de 2011

Vampira



Vampira
Absorvo todos problemas
Assumo a responsabilidade
Me frustro com a impossibilidade

De ajudar meu pai
Ser útil a minha mãe
Ser a companhia perfeita
Para meu irmão e minha irmã

Quero mas não consigo
Abraçar o mundo
Conquistar junto
Dar mais do que recebo

Frustrada me dissolvo
Nada faço, não me movo
Apenas ouço e absorvo
Todas as dores e desamores




sábado, 27 de agosto de 2011

Lágrimas e maquiagem



Hoje tirei minha maquiagem
Com lágrimas
Estou procurando um jeito
De esconder o inchaço dos olhos

A dor é real
Não há testemunhas
Apenas a meia luz
E o som de meu soluço

Sempre achei que sozinha
Poderia caminhar longas distâncias
Mas percebi que um dose de alguém
Me faz falta

Caminho congestionado



Um dia você descobre
Que o caminho está errado
E fica difícil voltar
Onde tudo começou

Tentar acertar os erros
Começar de novo
Mas as consequências
Perseguem

Um dia você descobre
Que precisa de ajuda
E fica difícil achar
Um ombro pra chorar

Nada está como planejado
Escolhi o caminho errado
São tantos obstáculos
Que não vejo horizonte

Um dia você descobre
Que precisa se conhecer
Arrumar as malas
E mudar...


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Me chama de amor, de novo?



Ummm que delícia
Me chama de amor de novo?
Que voz, que tortura
Não foge, me segura

Posso ser de várias maneiras
Devagar e mais ligeira
Me chama de amor de novo
Me aquece o corpo

É incrível, eu gosto
Não me meto, não encosto
Me chama de amor de novo
E o edredom eu afasto

Não espero, que importa!
Sou uma tonta e me divirto
Me chama de amor de novo
Desmaio se te encontro



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aquele brigadeiro



Uma imensa vontade
Uma necessidade
Uma carência

Tentei olhar para outros
Maiores, talvez melhores
Tentei me distrair
Tudo em vão

Sei que dormirei
Sem me satisfazer
De nada adianta
Substituir

Ele é a combinação perfeita
Tamanho perfeito
Para aquele instante
Para aquele dia

Vou ter coragem de procurá-lo?
Talvez...
Mas a minha necessidade é hoje
Terminarei o dia incompleta


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu me esqueço



Uma noite, à meia luz
Ao som de Beatles e Stones
Malbec entorpecendo
Fui me esquecendo

Todos os receios
Que me prendiam
E um sorriso
Me escapou

Estava repleta, feliz
Mesmo que aquele instante
Seja para ti superficial
Eu fui intensa

Sua voz, seu toque
Sua mordida, seu olhar
Cada detalhe daquela noite
Me preencheu

Quando me traz para perto
Meus sentidos se harmonizam
E em seus braços
Eu me esqueço


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Onde foi que eu deixei?



Meu coração
Já não me pertence
Vagou em sóis e nuvens
E não voltou mais

Não sei onde encontrá-lo
Fugiu pelo ralo
Levou minhas ternuras
E esperanças

Devo ter esquecido
Numa cidade distante
Onde nunca mais fui
Nem me lembro o caminho

Vou procurar no "Face"
Em alguma postagem
Em alguma imagem
Onde foi que eu deixei?




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Piratas



Nesse navio soberano
Roubado em alto mar
Estou presa
Sequestrada, amarrada

Enganada pela ilusão
Encantada por sua espada
Me levou sem resistir
Para uma ilha abandonada

Me instiga seu tesouro
Me entrega o seu ouro
Embebedar-se no seu rum
Sem destino nenhum

De noite, uma fogueira
Dançar sem eira nem beira
Cantar ébrios
Ao som do mar


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Me abraça



Me abraça
Afasta meus medos
Meus cabelos
Deixa eu sentir

Sua respiração

Me abraça
Me aquece em seu peito
Me envolve na sua voz
Fique perto

Me abraça
E eu esquecerei as mágoas
As feridas em meu coração
O frio da solidão

Me abraça
Por um instante superior
As horas, os dias 
Em que esteve longe



sábado, 30 de julho de 2011

Sonho indeciso



Procurando razões
Para que isso seja verdadeiro
Olhando um horizonte de nuvens
Sede em meu corpo inteiro

É disso que eu preciso?
Um sonho indeciso
Que não é o que sonhei
Jamais sequer pensei

Os detalhes me preenchem
São pequenos goles desse veneno
Que alimenta as batidas
De meu coração sereno

Nesse meio fio
Me equilibro sem tropeçar
Não vou cair
Sem você me chamar


terça-feira, 26 de julho de 2011

Quero gritar!



Quando que vou me livrar
Definitvamente
Dessas enroladas correntes?

Quero pular desse navio
Que há anos eu navego
Na deriva do compasso
Na mesma melodia do embaraço

Mãos atadas
Amarradas, machucadas
Cadê as asas que tenho
O tempo não as curou?

Quero gritar
Nadar para bem longe
Subir o mais alto morro
Sentir o verdadeiro sopro

Me leva para o alto
Me carrega num salto
Acorda
Você ainda pode



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Acredito em amor?




Procurei um amor
Que não existe mais
Sou vítima?
Ou aprendi a querer mais?

Mais que um telefonema
Mais que um bom dia
Uma mensagem
Que dilema!

Quero a surpresa do inesperado
Gostar de minha presença
Lembrar de mim na ausência
Sem excesso

Ser querida sem sufoco
Ser bonita sem reboco
Ser eu mesma
Sem precisar de luz intensa





terça-feira, 19 de julho de 2011

Noite perfeita



Não sou a ametista que brilha
Nem o ouro que reluz
Mas nesta noite inesperada
Fui a estrela que seduz

Não me preocupei com rendas
Filmes, dólares, poemas
Só queria sua companhia
Sua presença apenas

Uma sintonia perfeita
Doce bebida que esquenta
Meu corpo pede o seu
Me puxa, me aperta, me deita

Perdi as contas
As horas, as roupas
Ainda sim sou iluminada
Nesta perfeita noite enluarada




sábado, 16 de julho de 2011

Cuidar



Como eu queria
Esta noite
Cuidar de você

Uma parte de mim
Desmanchada em pétalas
Me defendendo em mim
Sem forças, sem armas

Nada demais
Só uma simples vontade
De invadir sua solidão
Estar presente

Te embalar em meio
Aos desvios, aos conceitos
Esquecer o mundo
Te ter por inteiro


domingo, 10 de julho de 2011

Vontade de Você


Que vontade de você
Vontade de enlouquecer
Do sabor
Da frieza do seu calor

Me mordo
Me controlo
Ainda bem que está longe
Depressa, esconde!

Esconde meu desejo
Incontrolável ensejo
Do seu corpo
Do seu beijo

Vai passar
Se em outra coisa eu pensar
Se outra música ouvir
Se um banho eu tomar

Da próxima vez
Não vou hesitar
Te pego sem aviso
No mesmo lugar





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Verão no Norte



Ah o futuro
Meus passos flutuam
Ao infinito voei
Ao imprevisto entreguei

Entreguei meus sonhos
Meus sofridos enganos
Vou partir para o norte
À minha própria sorte

Que verão me encontrará?
Que sorriso me abraçará?
Os astros me guiam
A favor conspiram

Meu lar, minha vida
Não é o bastante
Desejo aprendido
Vamos adiante!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nós




Somos diferentes
Corpo, alma, mente
Chego a pensar...
Não diga o que sente!

Não quero saber o por que
Não quero saber quando
Me permita sentir
Basta nós

Sentir seu olhar escondido
Seus planos comigo
Seu abraço noite adentro
Seu calor, me contento

Meu encanto
Não é ingênuo
Sou livre
Não te prendo

Somos nós
Nossos sonhos, ambições
Sua coragem me emociona
Sua força me impulsiona

A querer mais
A ser mais
Além de nós


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Você é


Você é
Meu banho morno
Depois de um dia
De estresse em torno

Você é
Meu café quente
Um chocolate
Quando a solidão invade

Você é
Uma limonada fresca
Numa tarde abafada
Na sombra improvisada

Você é
Meu vinho tinto
Ao tomar sinto
Meu coração acelerar

Você é
Meu vício
Que não consigo
Abandonar



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Superficial


Assim fica difícil
Me toca
Superficialmente

Tem o poder de mexer
Algo profundo intenso
Superficial
Intenso

Me devolve
Me permita ser eu
Perco as estribeiras
Faço bobeiras

Superficial
Intenso
Meu amor tenso
Aflora à superfície

Superficialmente intenso



domingo, 26 de junho de 2011

Proibida


De agora em diante
Está definitivamente
Proibido!

Nada de dia seguinte
Nada de mensagem, poema
Tempo perdido
Não vale a pena

Não há café da manhã
Então não insista
Não há resposta
Não invista

São apenas momentos
Em que me contento
Mas me proíbo de ser constante
Vou viver o instante


domingo, 19 de junho de 2011

Nada


Tempo
Tempo distante
Ansiedade
Nada, nada

Nada acontece
Nada entristece
Nada enlouquece

Um caminhar sem destino
Uma dor, desatino
Na inércia imersa
Amor clandestino

Sem lar
Sem culpa
Às vezes insulta
Minha frágil e fraca estima


sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos Ex Namorados


Risquei do meu calendário
Uma data...
Aniversário

Aniversário da tristeza
Que tive com certeza
Aniversário da loucura
Do abandono e amargura

Aniversário das brigas
Desilusões e intrigas
Aniversário da dor
Insuportável rancor

Marquei uma nova data
Da solidão insensata
Muitas vezes ingrata

Com pitadas de independência
Presentes pra mim mesma

Jamais imaginei
Neste dia
Fazer da solidão
Uma alegria



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um estranho a me olhar...


Um estranho me olhou
Um olhar comum
Mas mergulhada no meu mundo
Não vi... passou

O percebi sem jeito
Quando passei
Fugi a despeito
Auto estima sem leito

Ao virar sem destino
Encontrei o seu olhar
Estava ali
A me admirar

Minha chance se foi
Minha tristeza se foi
Um estranho olhar
Num adeus
Pude sorrir e me encantar


domingo, 5 de junho de 2011

Preguiça & Tédio



Preguiça
A música acabou
Coloca de novo
Ou fica o silêncio

Apaga a luz
Ou durmo no claro
Encolhida de frio
No sofá da sala

Tô com sede
Mas tá longe
Não me movo
Não respiro

Não tenho motivo
Apenas preguiça
Preguiça
Preguiça



sábado, 4 de junho de 2011

Pássaro Valente


Quando a lua chegou
Um grande clarão se fez
Que luz maravilhosa
Que noite tempestuosa

Apareceu para mim
Frágil, apaixonado
Trouxe o arrependimento
Por ter me abandonado

O abracei e senti
O quanto precisa de mim
Não perguntei
Não hesitei

Um beijo entreguei
Aquilo que me negou
Não fingi, não neguei

Por que desapareceu?

Onde posso encontrar
Onde foi parar
Só preciso te ver
Saber de você


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sonho Latino


Em sua pele morena
Deslizo meu olhar
Ser sua pequena
Desejo sem pensar

Em seus braços fortes
Me embalar
Seus beijos doces
Saborear

Mil melodias
Me encantam
De sua guitarra latina
Uma luz ilumina

Cabelos curtos
Queimados do sol
Sol que me queima
Dourada chama

Acordei e me dei conta
Que meu coração ainda pulsa
Não perdi minha essência
Sonhadora adolescência

domingo, 29 de maio de 2011

Tudo bem...



Tudo bem
Não tenho um abraço
Um beijo, um amasso
Desafio o compasso

Tudo bem
Não tenho massagem
Uma doce mensagem
Apago a imagem

Tudo bem
Nesse dia frio
Ligar o secador
Me aquecer sem amor

Tudo bem
Estou bem agora
Mas um cafuné, um colo
Não quero
Imploro!


terça-feira, 24 de maio de 2011

Amando, Enlouquecendo, Esquecendo e Curtindo



Segurou forte minha mão
Me olhou pedindo
Te quero
Dorme comigo

Que delícia
Sua entrega
Devagar
Quebrar as regras

Sem cobranças
Nem compromissos
Só de leve
Sem avisos

Vou de novo
Se puder
Se não for
Não me importa

Amei
Enlouqueci
Esqueci
E curti


Pequeno Frasco de Perfume





Seria perfeito
Se eu pudesse
Guiar meu coração
Quimera, pudesse

Me abandonar
Na sua teia emaranhar
Me despir do aço
No seu jeans entrar

Desmanchar o embaraço
Dia e noite enfim
Deixar a armadura
Encontrar um lugar pra mim

Estudou meu manual
Surpreendeu seu potencial
Seria perfeito
Tamanho é meu mal

Não Posso Negar



Fui eleita
Mas não quero
Assumir o mandato
Assinar o contrato

Não posso negar
A paz, o carinho
Sentidos não mentem
Não quero olhar

Fechei os olhos
E tive a sensação
Mais incrível
Não posso negar

Fechei os olhos
Queria você
Você que me incendeia
Não posso negar



domingo, 22 de maio de 2011

Neve



Fogo de noite
Neve de dia
Ah como eu queria
Te ter agora

Como jamais tive
Como jamais quis
Surpreendente
Envolvente

Ah como eu queria
Te aquecer no frio
Que grande muro me impede
De enlouquecer de paixão

Me enaltece e desaparece
Que se passa
O que acontece

Estou aprendendo
A ser livre
Me ensina
A me livrar de querer


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Território Proibido



Por que me liga 
Se não vem
Por que me chama
Se não vem

Oh doce ilusão
Machuca, triplica
No seu desinteresse
Quem dera esquecesse

Seu toque forte
Seu beijo à sorte
Meus pontos fracos
Ah,  já não aguento

Deixe-me entrar
Na sua sintonia, suar
Me diga como posso
Ao menos, uma vez, te tocar



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Hóspede



Um hóspede mora aqui
Muito agradável
Me visita quando não espero
Me aperta quando quero

Distante, mas tão perto
Me alegra seu sorriso
Me pego no improviso
De querer sem querer

Te alugo minha morada
Antes que algum bandido invada
De vez em quando apareça
Tomara que anoiteça

Fiz as pazes comigo
Já não sofro amigo
Inconstante e louco
Mas... fica mais um pouco


domingo, 8 de maio de 2011

Ilusões



Ilusões
A cerca de bordões
Imaginando flores 
Desenhando borrões

Linhas tortas
Imagem quase morta
Mas viva em volta
De uma canção sem notas

Um corpo indecente
Roubado, inocente
Vibrando sensíveis cotas
De alegrias rotas

Se quero não tenho
Se tenho não quero
Cuido com esmero
Minhas ilusões permanentes


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Basta Ya!



Mas que coisa!
De novo, outra vez, again
Para!
Não quero mais

Não tem mais graça
Já caí em desgraça
Tropecei
Caminhei

Dei voltas e parei
No mesmo lugar
Começar de novo
Ou tudo de novo?

Mas tudo bem
Sigo em frente
Quem sabe de repente
Surge algo diferente