terça-feira, 4 de outubro de 2011

Espuma



Me despi
Entrei naquela banheira
Suave espuma
Em minha pele ardente

Mordi meus lábios
Fechei meus olhos
Senti seu perfume
Enlouquecedor

Senti seus passos
Sua voz imponente
Me bate, me morde, me prende
Mais uma noite

Abri os olhos
A garrafa ainda fechada
A luz acesa
E você não está aqui



Um comentário:

  1. De uma simplicidade e beleza apreciáveis! Muito bom, escritora!

    Abraços do @poemasavulsos.

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