domingo, 23 de outubro de 2011

Me domina



Tem o poder
De me causar arrepios
Mesmo à distância

Tem o poder
De me causar frio na barriga
Mesmo depois de tanto tempo

Tem o poder
De me hipnotizar
Quando me dirige a palavra

Tem o poder
Mas não me pertence
É livre
E amor jamais sente


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Paradoxos



Solidão que nada
Só uma ausência de mágoa
Desfrute de páginas
Poetiso minha madrugada

Anoiteço sem apreço
Delírio que não mereço
Um toque, um cheiro
Não, é só hoje, passa

Que confusão sombria
De uma noite vazia
Sem encontro, sem estadia
Solidão, melancolia

Não quero, mas como eu quero
Não devo mas sempre vou
Paradoxos delirantes
Solidão retirante






quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ainda



Meu corpo ainda
Sente o efeito
Do treino puxado
Entre a sala e o leito

Meus lábios ainda
Sentem o gosto
Do beijo mordido
Me ilude, bandido!

Minha pele ainda
Se sente aquecida
Seu abraço forte
Me leva logo ao norte!

Meu desejo ainda
Borbulha quente
Desvendar seu mistério
Corpo, alma e mente


Lua Nova



Que incrível abraço
Me envolveu por inteira
Alguns segundos
Me senti a mais protegida

Suas mãos deslizam
Em mim... suavemente
E eu me perdi
Que horas são, mesmo?

Vai logo embora
Antes que toda essa lua
Lua nova insegura
Desvie meu caminho

Meu eclipse de todo dia
Já não é hóspede
Mas ainda vou despejá-lo
E abrigar o seu abraço

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Espuma



Me despi
Entrei naquela banheira
Suave espuma
Em minha pele ardente

Mordi meus lábios
Fechei meus olhos
Senti seu perfume
Enlouquecedor

Senti seus passos
Sua voz imponente
Me bate, me morde, me prende
Mais uma noite

Abri os olhos
A garrafa ainda fechada
A luz acesa
E você não está aqui