quinta-feira, 16 de maio de 2013

Novo precipício


Sensação que invade
Penetra o mais profundo
Invadindo meu ar
A cada respirar

Sensação pura
Sem frescura
Que acalma e acelera
Que tortura e venera

É assim que vai entrando
Na minha vida, no meu lar
De repente, devagar
De novo vou pular

O mais novo precipício
Apareceu sem aviso
Eu preciso é meu vício
Que delícia de sacrifício!


domingo, 5 de maio de 2013

Incessante espera


Espera, interminável espera
Que dilacera o tempo
Não se dá ao contento
Sem doer, cessar

Por quem espero
Quem eu venero
Merece meu encanto
Merece meu canto

Espera, incessante espera
Demora mais que a calma
Dói e sufoca a alma
Solitária espera

Se para no tempo
Mas já não aguento
Espera, incontrolável espera
Quando há de me abandonar?