segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Qualquer Flor no Jardim



E Ele disse:
Que para essa doce 
E frágil criatura
Seja difícil!

Que a chuva seja tempestade
Que o rio desabe em cachoeira
Que a fruta madura esteja no alto
No mais alto galho de laranjeira

Que as pedras toquem o pé descalço
Que ladeiras se formem no caminho
Que o sol mais quente ilumine
Cegando e queimando ladrilhos

 Que o vento sopre contra
Na noite solidão desponta
Nada de pétalas, só espinhos
Galhos secos, sem destino

Só para que um dia
Essa moça respire fundo e diga
Enfim provei a mim
Que sou mais que uma flor no jardim



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O tempo passa...




Levando os amores
Suavizando rancores
Devagar para a dor
Depressa para o amor

Ainda guardo cada
Pedacinho de mágoa
E doses de carinho
Sem prazo de validade

Perdi a conta
Das tentativas em vão
Marcada pelas histórias
Dividida entre perdas e glórias

O tempo passa
Mas ainda sou a mesma
Poesias bobas
Caneta e coração na mesa