quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Te negar até o último instante



Vc vem com notícias
Com perguntas de querer bem
E nesse vai e vem
Esqueço o que me prometi


Talvez seja essa a sina
Você vem sem aviso
Com planos no improviso
Te sigo sem pensar


Que mal tem
Você vem e muda
Meus planos, minha rotina
Meu equilíbrio


Que mal tem
Posto que lhe convém
Amor em domicílio
Um querer que vai e vem



sábado, 17 de novembro de 2012

Mais uma vez


Qual o valor real de um sonho
Quanto lutar mais, quando desistir
Ou apenas deixar fluir

Qual caminho é mais curto
Qual o mais doloroso
O certo... o duvidoso

Sonhei, sonhei, perdi
Perdi tempo, brilho, coragem
Mas o sonho ainda vive

Me deixa sonhar
Me deixa lutar
Nem que seja a última vez


terça-feira, 6 de novembro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cada gota de uma tonelada


O sofrimento escorre
Em pequenas gotas
Por que não sai logo de uma vez?

Mal posso respirar
Minha visão turva
Inundada em lágrimas
Não vê horizonte

O sentido da vida
Dissolvido no pranto
Abafado soluço
Ninguém pode ver

Como irei sobreviver?



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Esfaqueada


Que tortura sofri
Novamente fingi
Que estava tudo bem
Que eu posso ouvir

Suas loiras, suas histórias
Sem demonstrar dor
A grande dor na alma
Lentamente esfaqueada

O que eu sou pra você
O que você quer de mim
Me sacio cuidando de ti
Enquanto esquece de mim

Decido dizer
Mas o espetáculo continua
Você joga as facas
E eu ainda sou tua



domingo, 9 de setembro de 2012

Falta


Não me faz falta
Mas como me falta
A falta de um querer
A falta de quem querer

Falta mas não importa
Felicidade não falta
Carinho que falta
Vem, vai e volta

Falta, mas o que falta
Falta o que completa
Falta o que sobra
Não falta a falta

Quero o que não quero
Falta rima, esmero
Um dia essa falta
Deixa de ser falta


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Insensata


Inconsequente noite
Sem lençóis nem taças
Na madrugada fria
Me tornei insensata

Nada planejado
Nada de regras
Nada permitido
Tudo despido

Um não querer querendo
Sem saber envolvendo
Sóbrio corpo
Embriagada alma

Fui ao céu e caí
"Well you know what I mean
It's a world gone crazy
Keeps woman in chains"



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Por que ainda tenho versos?


Por que ainda tenho versos
Por que ainda me inspira
Por que ainda meu olhar suspira

Tenho mais de mil motivos
Para apagar e seguir
Para esquecer e partir

Por que ainda dói
Por que ainda tenho lágrimas
Por que ainda espero

Por que... ainda tenho versos


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

2 Segundos



Dois segundos
Perdi o equilíbrio
Razão, pudor e mente
Guardei meu coração

Apenas 2 segundos
Esqueci quem sou
Entreguei sem amor
O mais puro íntimo

Só 2 segundos
E o que ficou...






terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ai ai



Ai ai
Que abraço gostoso
Que olhar carinhoso
Despertei

Acreditei 
Não sou capaz
De sentir fulgaz
O flerte fatal

Ai ai
De novo é proibido
Por que comigo?
Me arrepio

Que medo de pedir
Mas sei que quer
Me deixa sentir
Ai ai



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vinagre

 

De repente você se dá conta
Que todo aquele amor
Não valeu a pena...

Aquela esperança
Que iludiu a cada instante
Não me fez desistir
E penei

Aos poucos está se apagando
Aquela chama, aquele encanto
Já não é mais o mesmo
De verdade

Talvez um dia eu revele
A este frio e inconstante
Que me fechou a porta
Que eu não pude tocar

Este vinho vinagre
Não vai mais embriagar



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anjo que se foi


Como vou experimentar
O doce de sua voz branda
Suas palavras sem fim
Seu amor por mim
Me apaixonei
Uma imagem fixei
Meu desejo ficou naquele
Que à noite abracei 
Aquele que me deu abrigo
Que leu  entrelinhas
Seu olhar, seu sorriso
Me envolveram, perderam 
Que armadilha covarde
Nó cego sem piedade
Presa entre a ilusão solidão
E a estranha realidade


Solista


Peça rara
Na poesia que fala
Alguém em extinção
Alguém em desuso 
Sem valor comercial
Na cadência desvairada
Chego à calçada
Mas não entro em casa 
Tanto sentimento
Calor... eu lamento
Qual verso entregarei
A quem dedicarei 
São palavras ao vento
Um corpo sem lar
Sem intensidade...
Prefiro sozinha voar


Afundei...


Fantasia surreal
Cansei de faz de conta
Quero que seja
Mas chega de ser tonta 
Eu não sou assim
No que me tornei?
Quem é essa que desdenha
E depois se afunda em poemas


Sede



Não adianta fugir
Aquele olhar, sorriso
Já te domina 
A faz andar
Em arame farpado
Machuca
Desliza o equilíbrio 
Seu sangue
Pulsa por ele
Enlouquece seus sentidos
O desejo só aumenta  
Nessa tormenta
Se joga no oceano
Permita que essa onda
Te envolva 
É a única forma
De saciar essa sede


terça-feira, 15 de maio de 2012

Recomeçar...



Quase dois anos
Me dediquei ao engano
Minha vida, meu radar
Era aqui meu lugar

Ouvi tantos insultos
Desmerecimentos, lamentos
Aguentei firme
Acreditei e enfrentei

Eu respirava e sangrava
Na cor e no momento
Não pelo aumento
Eu gostava, eu vivia

Cega mergulhei
Perigoso engano
No palco atrás do pano
Uma faca me atingiu

Ao vento foi meu trabalho
Onde foi que eu errei?
Vou recomeçar
Diferente... ah again...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Já não sinto...



Como possso ser tão disponível
Se ele nem ao menos me toca
Se ele nem se toca
Que eu vivi e respirei esse desejo

De certa forma, meu coração informa
Esse amor se apagou
Não existe chama acesa
Já coloquei as cartas na mesa

Eu o olho e não sinto febre
Eu o toco e o sinto
Como um grande cubo de gelo
Eu não caibo no seu abraço

Como alguém pode ser tão indiferente
Apenas um abraço amigo
Não quero seu coração
Desisti desta ilusão
Já não sinto...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Love Yourself



Por muito, mas muito tempo
Olhei para mim e vi você
Meu caminho, meu rumo
Era seu canto, era você

Minha ambição, meu encanto
Minhas roupas, meus planos
Era simplesmente sua
Inteiramente nua

Me dei conta que mais uma vez
Me deixei por outro alguém
Mudou o endereço
Mas não o apreço

Vou tatuar em meu nome
Esquecer os codinomes
Me assumir de corpo e alma
Apaixonar-se por mim


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cinzas de um Carnaval...



Numa semana de alegria
Em que pulam, sambam, dançam
Eu desabo sem forças
Sem vida, sem fé

Da maneira mais cruel
Recebi a notícia sem aviso
Nem preparada estava
Surpresa sem asas

Me pergunto por que?
Por que alimentei esperanças?
Por que me doei sem lembrança?
Por que me despi do orgulho?

Amor... obcessão...
Loucura... tesão...
Nada disso vale mais nada
Perdi sem ganhar nada


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Qualquer Flor no Jardim



E Ele disse:
Que para essa doce 
E frágil criatura
Seja difícil!

Que a chuva seja tempestade
Que o rio desabe em cachoeira
Que a fruta madura esteja no alto
No mais alto galho de laranjeira

Que as pedras toquem o pé descalço
Que ladeiras se formem no caminho
Que o sol mais quente ilumine
Cegando e queimando ladrilhos

 Que o vento sopre contra
Na noite solidão desponta
Nada de pétalas, só espinhos
Galhos secos, sem destino

Só para que um dia
Essa moça respire fundo e diga
Enfim provei a mim
Que sou mais que uma flor no jardim



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O tempo passa...




Levando os amores
Suavizando rancores
Devagar para a dor
Depressa para o amor

Ainda guardo cada
Pedacinho de mágoa
E doses de carinho
Sem prazo de validade

Perdi a conta
Das tentativas em vão
Marcada pelas histórias
Dividida entre perdas e glórias

O tempo passa
Mas ainda sou a mesma
Poesias bobas
Caneta e coração na mesa