segunda-feira, 27 de junho de 2011

Superficial


Assim fica difícil
Me toca
Superficialmente

Tem o poder de mexer
Algo profundo intenso
Superficial
Intenso

Me devolve
Me permita ser eu
Perco as estribeiras
Faço bobeiras

Superficial
Intenso
Meu amor tenso
Aflora à superfície

Superficialmente intenso



domingo, 26 de junho de 2011

Proibida


De agora em diante
Está definitivamente
Proibido!

Nada de dia seguinte
Nada de mensagem, poema
Tempo perdido
Não vale a pena

Não há café da manhã
Então não insista
Não há resposta
Não invista

São apenas momentos
Em que me contento
Mas me proíbo de ser constante
Vou viver o instante


domingo, 19 de junho de 2011

Nada


Tempo
Tempo distante
Ansiedade
Nada, nada

Nada acontece
Nada entristece
Nada enlouquece

Um caminhar sem destino
Uma dor, desatino
Na inércia imersa
Amor clandestino

Sem lar
Sem culpa
Às vezes insulta
Minha frágil e fraca estima


sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos Ex Namorados


Risquei do meu calendário
Uma data...
Aniversário

Aniversário da tristeza
Que tive com certeza
Aniversário da loucura
Do abandono e amargura

Aniversário das brigas
Desilusões e intrigas
Aniversário da dor
Insuportável rancor

Marquei uma nova data
Da solidão insensata
Muitas vezes ingrata

Com pitadas de independência
Presentes pra mim mesma

Jamais imaginei
Neste dia
Fazer da solidão
Uma alegria



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um estranho a me olhar...


Um estranho me olhou
Um olhar comum
Mas mergulhada no meu mundo
Não vi... passou

O percebi sem jeito
Quando passei
Fugi a despeito
Auto estima sem leito

Ao virar sem destino
Encontrei o seu olhar
Estava ali
A me admirar

Minha chance se foi
Minha tristeza se foi
Um estranho olhar
Num adeus
Pude sorrir e me encantar


domingo, 5 de junho de 2011

Preguiça & Tédio



Preguiça
A música acabou
Coloca de novo
Ou fica o silêncio

Apaga a luz
Ou durmo no claro
Encolhida de frio
No sofá da sala

Tô com sede
Mas tá longe
Não me movo
Não respiro

Não tenho motivo
Apenas preguiça
Preguiça
Preguiça



sábado, 4 de junho de 2011

Pássaro Valente


Quando a lua chegou
Um grande clarão se fez
Que luz maravilhosa
Que noite tempestuosa

Apareceu para mim
Frágil, apaixonado
Trouxe o arrependimento
Por ter me abandonado

O abracei e senti
O quanto precisa de mim
Não perguntei
Não hesitei

Um beijo entreguei
Aquilo que me negou
Não fingi, não neguei

Por que desapareceu?

Onde posso encontrar
Onde foi parar
Só preciso te ver
Saber de você


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sonho Latino


Em sua pele morena
Deslizo meu olhar
Ser sua pequena
Desejo sem pensar

Em seus braços fortes
Me embalar
Seus beijos doces
Saborear

Mil melodias
Me encantam
De sua guitarra latina
Uma luz ilumina

Cabelos curtos
Queimados do sol
Sol que me queima
Dourada chama

Acordei e me dei conta
Que meu coração ainda pulsa
Não perdi minha essência
Sonhadora adolescência