sábado, 28 de agosto de 2010

Caixinha de Segredos



Em minha caixinha de segredos
Guardo o meu pesar
Que ninguém neste mundo
Poderá roubar

Guardo lembranças
Mas não esperanças
É onde a alegria
Não tem lugar

Guardo feridas
Dores sentidas
Que nenhum remédio
Poderá curar

Guardo comigo
Sofrimento contido
Lágrimas a rolar


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Meia Luz



A meia luz
Dissolvo a minha insensatez
De letra a som
O silêncio é a minha embriaguez

Entender os porquês
Querendo desaparecer
Numa fragilidade insana
Que não pode transparecer

Teatro de minha alma
Em cada cena um personagem
Tentando esconder
A verdadeira imagem

Lágrimas silenciosas
Deslizam ansiosas
Para encontrar um coração

A dor por trás da máscara
Transborda a todo instante
Como um gotejar incessante

Destino injusto
Caminho difícil
Andar rastejante


sábado, 7 de agosto de 2010

Asas Quebradas


Estradas sinuosas
Nuvens espessas
Nudez ansiosa
Talvez não mereça

O que queres desfrutar
Com asas quebradas
Como queres lutar
Na ausência de espadas

Segue a corrente
Que já não a prende
Sempre presente
Porém não mais sente

Não sente a dor
De seus elos cortantes
Mas ainda carrega
Feridas incessantes

O tempo passou
Maltratou e ensinou
Perdoou
Mas não explicou

A razão do tempo perdido
Do coração partido
Nada faz sentido