sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011



Tentativas frustradas
Renovadas na virada
Mudanças pertinentes
Numa vida exagerada

Exagerei nas lágrimas
Na dose de palavras
No desejar constante
Na ansiedade latejante

É hora de frear
Recomeçar
Seguir outra estrada
Uma nova caminhada

Minha vida, meus amigos
Quero todos comigo
Preciso de abrigo
E na existência um sentido

Música, liberdade
Voar
'Bora' pra esbórnia
Comemorar!


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Insônia


Insistência de procurar
Onde já não mais tem
Um querer independente
Fazendo-se dependente

Caída em ladrilhos
Sob a luz fraca da alma
Que já não se vive
Que caminha sem rumo

Confusa em dois mundos
Ansiedade latente
Inconsciente
Tomada pelo tédio

Venha mais perto
Traga sua taça
Mais uma dose desse vinho
Ébria de desgraça


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fruta Madura



Como fruta madura
Vermelha e pura
Esperando por ser mordida
Espero com loucura

Por olhos que me chamem
Que me despem
Que me desejam
Que me encendeiam

Por mãos que aquecem
Apertam e passeiam

Por braços que trazem 
Para perto 
Que seguram
No momento certo

Aqui
Sedenta
Espero



domingo, 26 de dezembro de 2010

Novo Capítulo


Um grande vazio se fez
O amor se foi
Como uma pétala
Carregada pelo vento

Jamais senti
O que senti por ti
Mas abandonada
Resolvi partir

Tentar novos caminhos
Escrever um novo capítulo
Fazer de minha história
O mais belo livro

Sou fraca, sou covarde
Mas não serei injusta
A felicidade
Também lhe pertence

Meu coração
Já não mais palpita
Minha pele
Já não mais arrepia

Lhe quero bem
Como mais ninguém
Me perdoa, sou egoísta
Isso já não me convém



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para minha amiga Gésica...


Pequena bailarina
Que brilha, que pula, que dança
Guarda dentro de si
Uma eterna criança

Seus olhos
Duas amêndoas que encantam
Com rímel marcam
Colorem e levantam

Os dias de inverno
Já não são tão frios
Traz seu abraço
Tatoos e arrepios

Guarde pra mim
Sua mais doce companhia
Para bailar contigo
De noche y de día



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Insana



Insana
Vibra, pulsa, chama
Entorpece, enlouquece
Inconsequente

Sangue quente
Borbulhante
Sobrevida
Inquietante

Continue
Quero mais
Me liberta
Vem atrás

Bebida
Eloquente
Insana
Novamente



sábado, 11 de dezembro de 2010

Noite Quente


Sonhos
Invadem meu dia
Abalam meu rumo
Me tiram o sossego

Á noite trazem um mundo
Em que tudo é possível
Mas em um segundo
A realidade sofrível

Conflitos
O que sou, o que desejo
Rotinas
Acendem o ensejo

Põe a prova meus mitos
Desarmando devagarinho
Despindo meu íntimo
Me embriagando de vinho




quinta-feira, 25 de novembro de 2010



Hoje eu sei
Que só perdi a mim mesmo
Só eu sofro
Só eu tenho lágrimas
Só eu tenho dor
Todos estão felizes
Todos estão orgulhosos
Todos estão bem
Só eu canso
Só eu sinto
Só eu erro
Todos vibram
Todos sorriem
Todos tem paz
Só eu vivo a agonia
De viver sem lar
Só eu estou só




Ficarei aqui
A suspirar por ti
Por um pedaço do teu abraço
Que eu mais preciso esta noite
Não quero me mover
A solidão me paralisa
E fico a devanear frases tolas
Que sentido não trazem
Nem rimas se fazem
Apenas saem desses meus pensamentos
Tenho um leito
Frio, vazio, imperfeito
Que me espera
Um abraço
Um abraço teu é o que eu preciso


domingo, 24 de outubro de 2010

Incertezas


Gotas de sangue
Goles de insegurança
Me tira o sono
Perco a esperança

Por que mergulhas neste mundo
Onde só tristeza me traz
Onde está o seu amor
Eu espero demais

Imploro, ajoelho, choro
Minhas lágrimas não comovem
Minhas palavras não têm força
Seus sentidos não se movem

Meu futuro contigo
É uma incerteza
Tenho medo do perigo
Tenho medo que aconteça

Meu amor flutua
Entre seu abraço e a razão
Seu vício
Minha solidão


Sabor de Vinho...


Devagar fui sentindo
Aos poucos embarquei
Na mais doce das viagens
Aos versos me entreguei

De onde vem a rima
Primo, poeta, amigo
De repente me ilumina
E sem saber consigo

Revelar-te meu íntimo
Trazer à tona meus sentidos
Despedaçar meu passado
Dar à alma abrigo

Em sua dualidade 
A inspiração
Na sua amizade
Meu reconhecimento, meu coração


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cortinas



A culpa em meu ser
Carrega todo encanto
Encobre minhas esperanças
Sufoca meu pranto

Culpa talvez não minha
Em sua existência escondida
Mas a tenho contida
Por permitir ser atraída

Lembrança asquerosa
Triste lembrança
Inocência roubada
De mulher em criança

Tornou a benção um pecado
É bem visto e elogiado
Seu passado atrás da cortina
Jamais será revelado

Se fui a única não sei
Cúmplices jamais terei
Desapareça para sempre
Para sempre te condenarei


24 de setembro



Algumas vezes solidão
Outras dor
Existência invisível
Vida sem amor

Algumas vezes lágrima
Outras desilusão
Frustração intangível
Dolorida frustração

Algumas vezes melodia
Outras palavra
Existência querida
Melancolia abandonada


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perdida



É difícil sem vc
Estou vagando
Sem direção
Procuro um farol
Mas não encontro
Está longe demais para que eu possa vê-lo


Finalmente


Não tenho forças para me levantar
A fé desaba em gotas quentes
A luz aos poucos se apaga
Como uma nuvem negra impotente

Não tenho forças para sorrir
O mal preenche meus lábios
Invade
Meu coração minha mente

Não tenho forças para partir
Descansarei eternamente
Serei cinzas
Serei livre
Finalmente

sábado, 18 de setembro de 2010

Entrega




Entrego-me 
Sutilmente
Ao desconhecido
A minha frente

Seu toque
Me afaga
E me envolve
Incandescente

Seu sabor
Me embriaga
E se torna 
Entorpecente

Mas seu adeus
De repente
Me desnuda
Completamente



sábado, 28 de agosto de 2010

Caixinha de Segredos



Em minha caixinha de segredos
Guardo o meu pesar
Que ninguém neste mundo
Poderá roubar

Guardo lembranças
Mas não esperanças
É onde a alegria
Não tem lugar

Guardo feridas
Dores sentidas
Que nenhum remédio
Poderá curar

Guardo comigo
Sofrimento contido
Lágrimas a rolar


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Meia Luz



A meia luz
Dissolvo a minha insensatez
De letra a som
O silêncio é a minha embriaguez

Entender os porquês
Querendo desaparecer
Numa fragilidade insana
Que não pode transparecer

Teatro de minha alma
Em cada cena um personagem
Tentando esconder
A verdadeira imagem

Lágrimas silenciosas
Deslizam ansiosas
Para encontrar um coração

A dor por trás da máscara
Transborda a todo instante
Como um gotejar incessante

Destino injusto
Caminho difícil
Andar rastejante


sábado, 7 de agosto de 2010

Asas Quebradas


Estradas sinuosas
Nuvens espessas
Nudez ansiosa
Talvez não mereça

O que queres desfrutar
Com asas quebradas
Como queres lutar
Na ausência de espadas

Segue a corrente
Que já não a prende
Sempre presente
Porém não mais sente

Não sente a dor
De seus elos cortantes
Mas ainda carrega
Feridas incessantes

O tempo passou
Maltratou e ensinou
Perdoou
Mas não explicou

A razão do tempo perdido
Do coração partido
Nada faz sentido



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Porcelana aos Pedaços


Um dia viverei
Nem que por um segundo
Todos os sonhos adormecidos
Esmagados, destruídos
De onde vem essa esperança?
Se minha alma já se foi
E não há outra
Estou aos pedaços
Esperando pela última brisa


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lágrima



Uma lágrima
A essência do meu ser
Escondida no meio da multidão
Pousa em cada pétala
Procurando seu destino
Precisando de um lugar 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Folhas Secas



 Levaram meus sonhos
Como folhas secas ao vento
A tempestade me invade
Abandonada ao relento