quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gelo


Tenho frio
Na alma
Minha alma fria e inerte
Não tem vida
Não tem forças
Já nem sei o que faço aqui...



Espera



Só, comigo mesma
Em meu interior lágrimas escorrem
Me corróem
Por que esse amanhecer não me ilumina
Por que essa chuva não leva
Minhas angústias
Minhas dores
Quero encontrar as rosas
Em meio a esses espinhos
Que ferem
O mais profundo de minha alma
Quero encontrar
O elixir da independência
Para me desprender dessas correntes
Quero me livrar da solidão
Quero aprender a estar sozinha



Olhos Fechados



Olhos fechados
Cansados de solidão
Se fecham para os raios
Não o atingirem
Ao mesmo tempo em que fogem
Da realidade dos sonhos não realizados
Luzes apagadas
Lágrimas incessantes
E um corpo desfalecido
Sedento de paz
Querendo abrigo
Buscando esperança
Esperando respostas
Olhos que se fecham
Mas não partem
Permanecem no fundo
Abaixo de tudo
Pisoteados
Sem reagir...



Mar

Entra na minha vida
Em ondas lentas
Em ondas fortes
Me carrega sem eu dar conta
Quando dou por mim
Estou em você
Me leva
Como um náufrago perdido
Sem rumo, sem esperança
Ao perceber, perdi o continente
Só vejo você, só tenho você
Ao meu redor
Como uma ilha deserta
Me entrego a sua maré
O som dos pássaros tenta me salvar
Mas a melodia
De sua água cristalina
Me ensurdece
E meu corpo desfalece em seus braços.